19 março 2010

O meu Pai é o homem mais bondoso que conheço. É meigo, é sábio, é trabalhador e generoso.
Um bom homem. Mesmo.
Todos os dias me lembro dele e lamento que não estejamos mais perto e que o tempo tenha passado e que eu já não seja criança como dantes e já não vá com ele de manhã para o liceu.
Do meu pai guardo as melhores recordações, sempre.
Dançar com os meus pés em cima dos dele quando era pequena, cantar o "Infante Suavíssimo" numa desafinação total, as tartes de laranja para os meus anos, os banhos que odiava porque ele me enxugava a cabeça com muita força, os Verões em Caminha e ele tão feliz com a família toda, as lágrimas mal escondidas depois de me ver a dançar ou no teatro ou a fazer qualquer coisinha (que ele é homem de lágrima fácil), as palavras sábias e os conselhos amigos e a compreensão cada vez maior, sempre maior ao longo do passar dos anos, apanhar conchas e pedras na praia (porque parecemos ser os únicos na família a achar piada a levar para casa um saco cheio de "recuerdos" da praia depois de um dia de Verão), sopa aos Domingos para trazer para Lisboa, a imitação do riso da Filomena do Preço Certo que tanto me fazia rir, a lomba ao pé dos congelados, os carimbos da Caixa Geral de Depósitos tardes a fio, o pão com manteiga a altas horas da noite quando era apenas um pequeno texugo com apetite de leão, o sushi que lhe dei a provar a medo e que ele adorou, canoagem no Tejo (que o homem alinha em tudo, não é preciso dizer duas vezes), e tantas tantas outras coisas.
Amo o meu pai de paixão, o meu querido pai.
E hoje é o dia dele, só dele.
Deviam ser todos!
Um beijinho Pai!

1 comentário:

  1. Devo comentar que me sinto uma previlegiada por ser a primeira a comentar (por escrito, claro).
    Adorei a tua homenagem ao Bita Guto (o genuíno, não o canino, claro!)

    Não pares nunca de escrever. Prometo que vou passar por cá mais vezes!

    JOKAS

    JBL

    ResponderEliminar