Sempre soube que os meus gatos tinham pulgas. Umas quantas, vá, nada que não os gatos dos outros não tivessem e que não passasse com coleiras e umas belas borrifadelas com os sprays para o efeito.
Ontem descobri que estava enganada.
Eles não são gatos com pulgas... eles são pulgas, muitas pulgas com gatos! (e digo isto apoiada na experiência terrífica que tive ontem enquanto dava banho ao gato branco, porque como as do preto não se vêem, posso bem com elas; olhos que não vêem, coração que não sente, right?)
Adiante.
Ontem foi confrontada com a séria hipótese de ter uma infestação desses insectos nojentos cá em casa. Eu dei banho aos gatos, tirei-lhes todas as pulgas que podia, enchi-os de spray, cobri-os de pó Bolfo... no fim, os pobres dos gatinhos eram só uma massa amorfa de produtos anti-pulgas enroscados num canto, cheinhos de medo de mim, que andava pela casa de luvas e spray em riste, aramada em Indiana Jones das desinfestações e já cheia de comichões psicológicas.
Hoje tomei medidas mais drásticas. Pedi ajuda desesperada a um veterinário.
Gastei o couro e o cabelo em comprimidos para os bichos e em aerosol para a casa, aspirei tudo muito bem, desinfectei tudo o que pude com lixívia, espalhei o spray pela casa toda, os comprimidos goela abaixo, coleiras novinhas.
Agora é esperar que esta nuvem de pesticida/lixívia na qual vivo seja um ambiente mortal para os ditos bichos.
Por favor, desapareçam!
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