09 maio 2010

Parabéns Avô

Se o meu avô fosse vivo, fazia hoje anos. 80 e qualquer coisa anos, não sei ao certo.
Mas gosto muito dele.
O meu avô que vi pela última vez sem saber, o meu avô que não pude enterrar, o meu querido avô A.
Onde quer que estejas, parabéns.
E um brinde a ti!

28 abril 2010

Se eu fosse rica...


...era um destes que a minha MÃE levava este Domingo.

Poesia

Isto sim, é poesia!

23 abril 2010

Seis meses desempregada???
Saiu-me assim que nem um tiro, mas so realizei agora.
Uma pessoa deixa de vir aqui escrever umas semanas e vai-se a ver, já nem sabe o que dizer, como começar, sobre o que falar...é o cabo dos trabalhos.
Nada de novo se passa. Continuo sem emprego, com uma vontade intermitente de trabalhar, mas tenho vindo a sentir que estou cada vez mais inquieta. Procurar anúncios, enviar CV's, fazer cartas de apresentação, cartas de motivação, concorrer a bolsas, esperar pelos resultados, receber respostas negativas e vamos embora... tem sido assim, nos últimos seis meses.
Soube agora mesmo que a última empresa onde trabalhei vai de vento em popa, estão cheios de trabalho e muito provavelmente abrem concursos entretanto; tenho um mau timing, está mais que visto e confesso que alguma renitência em ir lá pedir batatinhas... não é porque tenha alguma coisa a temer ou porque não seja dada à humildade, é só mesmo porque sou envergonhada, a conice em pessoa, senão já tinha posto os pés ao caminho e alapava-me na recepção à espera do senhor com quem devo/tenho (tenho??) de ir ter uma converseta.
Estou em dia não.
Vou só ali respirar fundo e já volto.

30 março 2010

Cooks look good

De há uns tempos para cá tenho dado por mim completamente fascinada com o mundo da culinária...e com o bom aspecto das cozinheiras emergentes, diga-se.
Como é que se tem aquele ar angelical/descontraído/prático/faço-pratos-óptimos-e-exóticos-em-20-minutos-e-sem-sujar-a-roupa?? COMO?
Porquê aquela tez clara, cabelo impecável, todos os utensílios com que alguém pode sonhar, sorriso aberto, filhos no colo e colher de pau em riste, pão caseiro pela manhã, sumo de frutas tropicais, bagels com queijo creme e ervas aromáticas, jardineiras de ganga e pé descalço no soalho da cozinha (sim, porque cozinha que é cozinha tem de ter SOALHO no chão), porquê?
A Nigela e a Mafalda Pinto Leite enervam-me!

Emprego

Juro que não percebo por que raio é que, passados tantos meses, não consigo arranjar um emprego. Já estou por tudo, não peço nada de especial, não estou a contar que me caia do céu aos trambolhões A oferta de emprego da minha vida nem 2000euros mensais na conta, não.
Só me apetece mesmo, não sei, fazer QUALQUER COISA que não envolva favores sexuais nem construção civil. Ah e já agora também dispenso distribuir jornais nos semáforos.
Tirando isso, juro que estou aberta a considerar toda e qualquer hipótese que apareça.
Ele é mandar CV's todos os dias e cartas de apresentação e cartas de motivação e fotografias e apresentação quinzenal e provas de procura activa de emprego e o diabo a sete, "paleeezee" já não posso mais. Até para ajudante de cabeleireiro já me candidatei e...nada, nadinha, niente!
E a questão principal é: porque é que eu não posso ter um emprego, quando há p'raí centenas de mentecaptos a trabalhar e a ganhar bem e a encher os bolsos e férias no estrangeiro e compras em lojas gourmet e jantares em restaurantes bons e roupa nova todas as meias-estações e tudo e tudo?
Estou cansada, cansadinha de andar p'raqui aos caídos sem ocupação e de fazer contas cada vez que vou ao supermercado (idas para comprar areia de gato incluídas), responder a tudo o que é anúncio do Carga de Trabalhos (os mais merdosos incluídos) e nunca receber outras respostas que não as cartinhas formatadas enviadas a uns milhares de desempregados como eu a mandar-me amavelmente dar uma volta ao bilhar grande.
Se alguém me está a "ouvir", façam o favor de me arranjar p'raí um biscate, que estou à beira do colapso nervoso!

28 março 2010

Chego à conclusão que a idade não perdoa.
Ou então estou só a ficar careta, o que também é uma possibilidade, visto que ainda nem ao quarto de século cheguei...
Não era suposto eu estar a chegar agora ao auge da minha vida, com energia e ânimo para dar e vender? Não era agora que eu devia estar imparável, sempre com programas animados para fazer e festas onde ir e almoçaradas tardias com amigos morenos e bem dispostos em esplanadas e coisas dessas?
Era. Eu pelo menos acho que sim.
Mas não.
Declaro aqui e agora que tenho fortes suspeitas da morte da minha vida social.
Ontem estava animadíssima para saír, muito mesmo. Estava convencida que, depois de uns meses largos de prisão domiciliária voluntária, ia rodar a baiana para o Bairro Alto, dançar até mais não poder numa discoteca qualquer, divertir-me imenso, rir imenso, reencontrar pessoas que não via desde os meus tempos áureos de faculdade, conversar, beber uns copos, chegar a casa às 8.30 da manhã depois de um merecido pão com chouriço na merendeira.
Pensava mesmo que ia reabrir o ciclo de noite à antiga.
Mas não.
A tarde foi engraçada, com cafézinho na Benard, um passeio pelo Chiado com o J., uma ida ao supermercado para comprar tudo para o jantar, banho longo, unhas pintadas, jantar no forno, Muralhas no frigorífico; enfim, tudo pronto para uma óptima noite.
O jantar também correu bem. O T. veio cá a casa, o bacalhau com natas estava óptimo, o vinho ainda melhor. Foi só enfiar uns trapinhos e descer para o Bairro.
Aí é que a coisa começou a dar para o torto.
O maralhal de gente típico de um Sábado à noite de Bairro Alto e que dantes costumava adorar, foi só o começo da minha falta de boa disposição. Gente a mais, gente feia a mais, pouco espaço para andar, muito barulho para conversar. Perdi o ânimo; parecia era ser a única, porque à minha volta estava tudo animadíssimo, para meu espanto. Como o Muralhas fresquinho ainda se revoltava no meu estômago e me turvava um bocadinho a cabeça, não fui sequer buscar uma bebida, nem um vodka, nem uma morangoska e aí coisa começou a descambar.
Não encontrei niguém conhecido, ninguém me conhecia a mim, começava a ficar com sono, não me apetecia estar de pé, não me apetecia estar ali, já nem sequer me apetecia ir dançar.
Tudo o que conseguia ocupar a minha cabeça era a doce imagem da minha cama e a promessa de quentinho da minha casa. Que é que se passa comigooo?
Na primeira oportunidade pirei-me. Confesso, pirei-me mesmo à grande. Beijinhos a todos, vou andando que estou cansada e ala que se faz tarde.
Mas quem sou eu agora pá? Não me conheço, juro que não.
Acabei às 3 da manhã (da hora nova, atenção!) a comer batatas fritas com o V. na cozinha.
Fui-me deitar logo a seguir, desapontada com a minha noite falhada.
Hoje acordei, está um dia tao lindo e ninguém em casa, nem para ir tomar um café a uma esplanada ou dar uma volta.
Que desgraça.

27 março 2010

Finalmente, um dia bonito.
Vá, engraçadinho, perante os dias cinzentos dos últimos meses.
Com lincença, vou só ali para uma esplanada beber café e fumar cigarros e volto já.

26 março 2010

Tenho tanta vontade de ir para as aulas...

...como de me mandar para a linha do comboio.

MEDO!

Sempre soube que os meus gatos tinham pulgas. Umas quantas, vá, nada que não os gatos dos outros não tivessem e que não passasse com coleiras e umas belas borrifadelas com os sprays para o efeito.
Ontem descobri que estava enganada.
Eles não são gatos com pulgas... eles são pulgas, muitas pulgas com gatos! (e digo isto apoiada na experiência terrífica que tive ontem enquanto dava banho ao gato branco, porque como as do preto não se vêem, posso bem com elas; olhos que não vêem, coração que não sente, right?)
Adiante.
Ontem foi confrontada com a séria hipótese de ter uma infestação desses insectos nojentos cá em casa. Eu dei banho aos gatos, tirei-lhes todas as pulgas que podia, enchi-os de spray, cobri-os de pó Bolfo... no fim, os pobres dos gatinhos eram só uma massa amorfa de produtos anti-pulgas enroscados num canto, cheinhos de medo de mim, que andava pela casa de luvas e spray em riste, aramada em Indiana Jones das desinfestações e já cheia de comichões psicológicas.
Hoje tomei medidas mais drásticas. Pedi ajuda desesperada a um veterinário.
Gastei o couro e o cabelo em comprimidos para os bichos e em aerosol para a casa, aspirei tudo muito bem, desinfectei tudo o que pude com lixívia, espalhei o spray pela casa toda, os comprimidos goela abaixo, coleiras novinhas.
Agora é esperar que esta nuvem de pesticida/lixívia na qual vivo seja um ambiente mortal para os ditos bichos.
Por favor, desapareçam!

24 março 2010

É de mim...

... ou a letra da música dita infantil "Indo Eu" resvala para o pornográfico?

23 março 2010

Coisas que gosto

(excluindo as óbvias, como pais, irmã ou namorado. E não necessariamente por esta ordem)

-beber café.
-fumar cigarros de enfiada.
-beber café e fumar cigarros de enfiada em simultâneo, de preferência sentada, e não à porta de um qualquer café, ao frio.
-pegar nas patas traseiras dos meus gatos e obrigá-los a andar, tipo carrinho de mão.
-MEO. Pôr no pause, ir calmamente buscar bolachas e arrumar a louça do escorredor e depois voltar nas calmas, ver tudo o que perdi, com o bónus de poder passar à frente os intervalos. um luxo!
-cantar no banho. É só entrar na banheira que dá-me p'ra isto.
-deitar-me a cheirar a creme. Daqueles que cheiram a bom.
-cheiros. Para a roupa, para o quarto, para tirar o cheiro a tabaco, para tirar o cheiro a comida, para tirar o cheiro a casa de banho (?), nos seus mais diversos formatos: difusores, sprays, bolinhas de cheiro, saquetas, velas (...).
-falar ao telemóvel com o auricular quando conduzo. Faz-me sentir importante, que é que se há-de fazer?
-línguas de gato e bolachas de chocolate. Não duram mais de dois dias cá em casa.
-edredons pesados e sacos de água quente. Cinco minutinhos para adormecer, na pior das hipóteses.
-cheiro a livros novos.
-olhar para as janelas acesas à noite, para ver as casas dos outros. Até cresço...

19 março 2010

Ao nível de

O que é que as pessoas querem dizer afinal, quando começam uma frase com "Ao nível de..."?
"Ao nível do Egipto, bla bla bla...", "Ao nível dos preços, bla bla bla...", "Ao nível da minha vida, bla bla bla...".
É que não ouço outra coisa!
MEDO!
O meu Pai é o homem mais bondoso que conheço. É meigo, é sábio, é trabalhador e generoso.
Um bom homem. Mesmo.
Todos os dias me lembro dele e lamento que não estejamos mais perto e que o tempo tenha passado e que eu já não seja criança como dantes e já não vá com ele de manhã para o liceu.
Do meu pai guardo as melhores recordações, sempre.
Dançar com os meus pés em cima dos dele quando era pequena, cantar o "Infante Suavíssimo" numa desafinação total, as tartes de laranja para os meus anos, os banhos que odiava porque ele me enxugava a cabeça com muita força, os Verões em Caminha e ele tão feliz com a família toda, as lágrimas mal escondidas depois de me ver a dançar ou no teatro ou a fazer qualquer coisinha (que ele é homem de lágrima fácil), as palavras sábias e os conselhos amigos e a compreensão cada vez maior, sempre maior ao longo do passar dos anos, apanhar conchas e pedras na praia (porque parecemos ser os únicos na família a achar piada a levar para casa um saco cheio de "recuerdos" da praia depois de um dia de Verão), sopa aos Domingos para trazer para Lisboa, a imitação do riso da Filomena do Preço Certo que tanto me fazia rir, a lomba ao pé dos congelados, os carimbos da Caixa Geral de Depósitos tardes a fio, o pão com manteiga a altas horas da noite quando era apenas um pequeno texugo com apetite de leão, o sushi que lhe dei a provar a medo e que ele adorou, canoagem no Tejo (que o homem alinha em tudo, não é preciso dizer duas vezes), e tantas tantas outras coisas.
Amo o meu pai de paixão, o meu querido pai.
E hoje é o dia dele, só dele.
Deviam ser todos!
Um beijinho Pai!

17 março 2010

"Assim como o oceano
Só é belo com luar
Assim como a canção
Só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem
Só acontece se chover
Assim como o poeta
Só é grande se sofrer
Assim como viver
Sem ter amor não é viver
Não há você sem mim
E eu não existo sem você"
Vinicius de Moraes

16 março 2010

Hora de Nascimento: 10.45

Com horas e horas livres e sem nada de especial para fazer, cansada de não falar todo o dia porque toda a gente normal está a trabalhar ou na sua vida, farta de televisão e de limpezas e de manicure e de dias inteiros a flutuar pela sala e pelo quarto cá de casa, achei por bem ocupar o tempo a falar comigo (e com quem queira) de uma maneira que não desse entrada directa para o Júlio de Matos: um blog.
E eis que nasce o Caro Diário.